Como são os números de acidentes e doenças ocupacionais no Brasil?

O controle sobre acidentes e doenças ocupacionais é um assunto sério. De acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, foram emitidas mais de 4 milhões de notificações entre os anos de 2012 e 2018. Entre esses casos, 16 mil levaram o trabalhador a óbito.

No entanto, esse problema pode ser evitado por meio de medidas preventivas. Neste texto, você vai saber mais sobre os índices de acidente de trabalho, os impactos sobre as empresas, como é possível reduzir esses números e por que é tão importante fazer isso. Acompanhe!

Dados sobre acidentes e doenças ocupacionais no Brasil

Os dados sobre acidentes e doenças ocupacionais impressionam. Os números expostos no início deste artigo refletem um gasto de mais de 79 bilhões de reais para os cofres públicos, destinados ao pagamento dos afastamentos pelo INSS. Em jornadas de trabalho, ultrapassam 350 mil dias perdidos.

Entre as lesões mais frequentes, por ordem de ocorrência, estão:

  • corte, laceração, ferida contusa e punctura;
  • fratura;
  • contusão e esmagamento (superfície cutânea);
  • distensão e torção;
  • lesão imediata.

Já os setores da economia que mais registram acidentes e doenças ocupacionais incluem:

  • administração pública em geral;
  • atividades de atendimento hospitalar;
  • comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de hipermercados e supermercados;
  • construção de edifícios;
  • transporte rodoviário de carga.

Por fim, os municípios campeões em afastamentos são:

  • Manaus, Amazonas;
  • Porto Alegre, Rio Grande do Sul;
  • Rio de Janeiro, capital;
  • Salvador, Bahia;
  • São Paulo, capital.

Motivos dos altos números

Toda empresa em operação deve seguir uma série de regulamentações técnicas para que não vire estatística em relação aos acidentes de trabalho. Infelizmente, muitos colaboradores são acometidos por uma doença ocupacional devido à negligência dos contratantes.

As atividades laborais são regidas por normativas que buscam tornar o ambiente corporativo mais seguro e confortável. Dependendo da função desempenhada, é necessário adotar equipamentos de proteção individual (EPI), controlar o nível de ruído e até mesmo a temperatura do local de trabalho.

Deixar de adotar medidas de proteção ou adotar práticas abusivas relacionadas ao trabalho — como exigir que o profissional faça o transporte de uma carga além da sua capacidade física e ameaçá-lo com uma possível demissão — podem resultar não só em danos à saúde física e mental, mas também em multas e outras penalidades legais. 

Como isso afeta as empresas

Além do que foi descrito acima, as empresas podem sofrer outros impactos negativos. Veja.

Elevação de custos

Um colaborador afastado eleva os custos para o empregador em vários sentidos:

  • a empresa continua a pagar o salário do colaborador mesmo quando ele está afastado por recomendações médicas;
  • equipes desfalcadas resultam na perda de produtividade;
  • dependendo do tempo de afastamento, é necessário contratar um colaborador temporário, arcando com os custos dessa admissão, treinamentos e, posteriormente, desligamento;
  • os profissionais podem fazer horas extras para suprir a falta do colega de trabalho, entre outros custos. 

Desequilíbrio do clima organizacional

Dependendo dos motivos que levaram o colaborador a se acidentar, e as consequências desse acidente, todo o clima organizacional pode ser afetado.

O medo de ser a próxima estatística e a tensão gerada pelo problema interferem no psicológico dos trabalhadores. Além do ambiente se tornar pesado, essas pessoas também podem precisar de um tempo para respirar, gerando novos afastamentos.

Alta rotatividade

Se os acidentes ou as doenças ocupacionais de cunho físico e mental forem frequentes, a empresa pode sofrer com a alta rotatividade.

Nenhum bom profissional estará disposto a dedicar sua carreira a uma organização que não fornece o mínimo em segurança e qualidade de vida. Além de aumentar os custos financeiros com a admissão e a demissão recorrentes, a imagem do negócio como marca empregadora também é afetada.

O que pode ser feito para reduzir esses números

Para reduzir os números, é necessário tomar uma série de medidas, que incluem:

  • contratação de uma empresa especializada em saúde ocupacional;
  • controle sobre os números de acidentes de trabalho e suas causas, como forma de elaborar um plano de ação como medida preventiva;
  • criação de um manual de políticas de segurança com instruções claras e específicas sobre como evitar acidentes de trabalho;
  • formação de um comitê de segurança do trabalho;
  • fornecimento dos materiais adequados para a execução das tarefas, visando à ergonomia, para que os colaboradores não precisem improvisar;
  • inspeções regulares que garantam que a empresa está seguindo as normas regulamentadoras;
  • investigação dos acidentes de trabalho e criação de planos de ação para evitar futuros acidentes;
  • investimento em educação corporativa para divulgar informações relacionadas aos acidentes de trabalho, medidas de prevenção, cursos de primeiros socorros, entre outras ações educativas que possam resultar em um ambiente de trabalho mais seguro;
  • sinalização adequada das entradas e saídas de emergência.

Importância de investir na saúde e segurança dos trabalhadores

Quando uma empresa investe na saúde, segurança e qualidade de vida dos trabalhadores, ela diminui as chances de fazer parte das estatísticas apresentadas neste artigo.

Entretanto, é importante destacar que os benefícios das medidas preventivas vão além de minimizar os riscos de acidentes. Entenda.

Redução do absenteísmo

O absenteísmo está relacionado às faltas e aos afastamentos dos colaboradores de suas funções, sobrecarregando os setores. Quando esse índice está elevado, traz prejuízos financeiros. A prevenção diminui essas ocorrências e todos os impactos negativos relacionados a elas.

Mais produtividade

A redução do absenteísmo eleva a produtividade, já que a equipe trabalha de forma completa, sem desfalques.

Além disso, medidas de prevenção — como a ginástica laboral — contribuem para a integração entre os profissionais, aumentando o engajamento dos times.

Aumento da eficiência

Com a redução do absenteísmo e o aumento da produtividade, a empresa se torna mais eficiente, apresentando melhores resultados em relação à lucratividade e rentabilidade.

Atender aos requisitos mínimos de ergonomia e segurança do trabalho faz com que a equipe trabalhe mais tranquila e se sinta valorizada pela empresa. Com isso, a tendência é que tenha uma performance elevada.

Acidentes e doenças ocupacionais podem interferir nos negócios de qualquer segmento. Evitar se tornar mais uma estatística é mais que uma questão de responsabilidade: é demonstrar respeito com aqueles que se dedicam a ajudar a empresa a crescer por meio do trabalho. 

Continue se informando sobre o assunto. Veja aqui a importância da saúde ocupacional para o trabalhador.

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