Entenda como funciona a telemedicina e sua regulamentação

Muitas pessoas têm dúvidas sobre como funciona a telemedicina. Afinal, parece impossível se submeter a tratamentos de saúde sem entrar em um hospital ou consultório médico.

No entanto, com a ajuda da tecnologia, é possível que os profissionais de saúde avaliem, apliquem diagnósticos e tratamentos a pacientes, mesmo à distância. A abordagem passou por uma evolução nas últimas décadas e está se tornando cada vez mais necessária — especialmente durante a pandemia de Covid-19.

Para entender melhor o que é a telemedicina e como é o seu funcionamento, confira nosso post sobre o assunto.

O que é e como funciona a telemedicina?

Quem deseja saber como se dá a telemedicina, basta pensar em uma consulta médica presencial: o que é feito no consultório que não poderia ser realizado por meio de uma chamada de vídeo?

O método envolve o uso de ferramentas digitais de comunicação e softwares que permitem a prestação de serviços clínicos a pacientes, sem uma visita pessoal. Essa tecnologia é utilizada com frequência para o acompanhamento médico.

Ela permite o gerenciamento de condições crônicas e outros tratamentos, o uso correto de medicamentos, a consulta de especialistas e outros serviços em saúde que podem ser fornecidos por meio de conexões seguras de vídeo e áudio. Todas as atividades permitidas são regulamentadas por lei.

Como ela está regulamentada no Brasil?

Desde 2018, há uma Resolução do Conselho Federal de Medicina, elaborada por especialistas e baseada em princípios éticos, técnicos e legais, que regulamenta as seguintes atividades:

  • atendimentos online;
  • telecirurgias — procedimento cirúrgico remoto realizado por meio de tecnologias interativas;
  • telediagnóstico — transmissão de exames e documentos para emissão de laudos ou parecer técnico quando médico e paciente não estão no mesmo local.

A pandemia causada pelo coronavírus expandiu a liberação desses serviços. O Ministério da Saúde, por meio da portaria GM/MS 467/2020, validou as seguintes modalidades durante o período chamado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional:

  • atendimento pré-clínico;
  • suporte assistencial;
  • consulta;
  • monitoramento;
  • diagnóstico.

Isso significa que os médicos podem emitir receitas e atestados médicos mesmo à distância. Para isso, devem utilizar a assinatura eletrônica que atenda aos requisitos da chamada certificação digital.

Quais os benefícios da telemedicina?

O uso da telemedicina traz vantagens para todos os envolvidos com as pessoas que necessitam de tratamentos médicos. Quando uma pessoa marca uma consulta, ao realizar de maneira remota, ela não tem despesas com a locomoção — seja com custos, seja com tempo.

Com isso, seu empregador ganha em produtividade, já que ela passa menos tempo fora do trabalho. Isso quando precisa se ausentar, já que a empresa pode permitir que ela realize a chamada de vídeo no próprio escritório.

Para que isso dê certo, é necessário ser previamente combinado, elaborando uma cartilha sobre o uso correto da telemedicina no trabalho. Além disso, o paciente não se expõe a nenhum risco, já que não se desloca até uma clínica ou hospital — o que é fundamental em tempos de coronavírus.

Gostou de saber como funciona a telemedicina? Quando usada corretamente, para casos apropriados, pode ser tão segura e eficaz quanto o atendimento presencial.

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