Covid-19 e segurança do trabalho: como agir na empresa?

A pandemia causada pelo coronavírus fez com que muitas empresas dessem uma pausa nas suas atividades. O retorno gradual já está acontecendo em várias partes do Brasil e do mundo, mas para que isso seja possível, é importante conciliar as medidas para proteção do COVID e segurança do trabalho.

O momento ainda é de incertezas e pensando nisso, desenvolvemos este conteúdo para ajudar a responder algumas dúvidas dos gestores referentes à volta ao trabalho. Se a sua empresa está passando por isso, dê uma olhada em nosso artigo!

Quais os cuidados básicos que a empresa deve ter?

Cidadãos do mundo inteiro aguardam ansiosamente o retorno da vida normal após a pandemia, incluindo as atividades profissionais. Embora muitas pessoas não tenham parado, o retorno gradual está acontecendo e as empresas precisam se preparar para isso com a adoção de medidas para a proteção do COVID e segurança do trabalho.

Todos os empregadores precisam considerar a melhor forma de diminuir as chances de propagação do COVID-19. Dito isso, para preparar o ambiente para a volta ao trabalho, a empresa deve providenciar o básico:

  • álcool em gel ou desinfetante para as mãos com no mínimo 70% de álcool;
  • melhorias na ventilação do ambiente;
  • o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas conforme recomendações;
  • uso de máscara de proteção.

Vale destacar que a volta ao trabalho e demais medidas de segurança são implementadas podem variar de acordo com o segmento de atuação, o governo municipal e do estado. Ou seja, além de seguir as recomendações acima, é preciso ter atenção à legislação local.

Como preparar o ambiente para a volta ao trabalho?

Para garantir uma volta ao trabalho segura, é preciso ir além dos cuidados básicos e verificar com frequência se o local está limpo e higienizado. Mesas, cadeiras, corrimãos, maçanetas, telefones, teclados, equipamentos de uso coletivo, entre outros, devem ser limpos várias vezes durante o dia. Veja outras medidas que devem ser tomadas para preparar o ambiente.

Perfil dos colaboradores

Faça um levantamento sobre o perfil dos colaboradores, procurando identificar aqueles que têm algum problema de saúde que os classifique como grupo de risco. Esses devem ser orientados a permanecer afastados ou trabalhando em jornada home-office.

Políticas de segurança

Estabeleça normas de segurança para colaboradores que apresentem sintomas ou testem positivo, indicando o que devem fazer logo nos primeiros indícios de contaminação.

Campanhas de conscientização

Invista em comunicação interna que conscientize colaboradores, fornecedores e clientes a manter a higienização das mãos e o uso correto das máscaras de proteção. Procure deixar os desinfetantes sempre abastecidos e em local visível.

Meça a temperatura

Temperatura corporal acima dos 37,8 C é um dos sintomas mais comuns do coronavírus. Disponibilize alguns termômetros de testa para que os colaboradores possam medir a própria temperatura e a dos clientes assim que entrarem no estabelecimento.

Evite reuniões

Qualquer situação que possa levar a aglomeração de pessoas deve ser evitada, como é o caso das reuniões. Só reúna pessoas se for extremamente necessário, de maneira virtual. Há dezenas de plataformas que possibilita a realização de videoconferências, como o Zoom ou o próprio Google Hangouts.

Devo investir em home office permanente?

Muitas empresas adotaram o home-office para não paralisar por completo e podem aproveitar o momento para refletir sobre a adoção permanente deste modelo de jornada de trabalho.

Profissionais que se adaptaram ao teletrabalho durante o isolamento social podem ser muito mais produtivos trabalhando em casa — e a empresa sair ganhando com isso. Veja alguns benefícios:

  • a possibilidade de trabalhar de casa e gerenciar o próprio horário atrai e retém talentos;
  • afasta os colaboradores do estresse com o deslocamento, promovendo saúde, bem-estar, aumento da produtividade e redução do absenteísmo;
  • dá autonomia aos profissionais, influenciando diretamente no potencial criativo e na capacidade de resolver problemas;
  • redução de custos.

Para descobrir se gostariam de trabalhar em casa, faça uma pesquisa com seus colaboradores e estude os melhores formatos de implementação. A princípio, é importante saber que a implementação permanente do home-office não precisa ser em tempo integral. Os profissionais podem ter algumas obrigações semanais no escritório.

Para que o home-office seja um sucesso, a empresa deve:

  • criar um manual de boas práticas;
  • estabelecer metas claras para sua equipe;
  • investir em ferramentas de comunicação;
  • oferecer um bom suporte para a equipe;
  • realizar reuniões periódicas.

Quem é o grupo de risco dentro da empresa?

Mesmo tomando todos os cuidados necessários para a volta ao trabalho, é prudente que os profissionais que integram o chamado grupo de risco permaneçam em casa:

  • cardiopatas;
  • diabéticos;
  • imunodepressão e obesidade;
  • pessoas com mais de 60 anos, com ou sem problema de saúde associado;
  • portadores de doenças respiratórias, neurológicas ou problema renal.

Como lidar caso um colaborador teste positivo?

Mesmo tomando todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos colaboradores, ninguém está totalmente livre de testar positivo. É importante que a empresa crie um programa de conscientização para os profissionais, pedindo que evitem aglomerações e indicando o que devem fazer caso apresentem sintomas.

Nesse sentido, a empresa deve:

  • afastar imediatamente o colaborador que foi diagnosticado com o COVID-19 pelo período de quinze dias;
  • profissionais que apresentem sintomas da doença, mas não foram diagnosticados devem ser orientados pela empresa a realizar o teste;
  • orientar aqueles que tiveram contato direto com o colaborador que testou positivo — ou seja, que ficou a menos de 1,5 metro de distância — a permanecer em isolamento social durante 14 dias e aguardar se há manifestação dos sintomas.

Quando a recomendação médica em relação ao afastamento ultrapassar os 15 dias, a licença deixa de ser remunerada pelo empregador e o trabalhador passa a receber o auxílio-doença.

Com medidas preventivas apropriadas, é possível conciliar os cuidados relacionados ao COVID e segurança do trabalho. Dessa forma, os profissionais que precisam desempenhar suas funções in loco podem obter um retorno seguro ao trabalho e, de quebra, contribuem para desacelerar as transmissões do coronavírus.

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