Problemas com o sono tem preocupado especialistas

O ano de 2020 trouxe uma nova realidade para as nossas vidas, com a explosão da pandemia do coronavírus no mundo, o isolamento social se tornou uma medida necessária, mudando completamente nossas rotinas.

A ideia de ficar em casa pareceu algo espetacular, pois aproveitaríamos para descansar ou fazer aquela reforma planejada a anos, não é mesmo? Por um tempo sim.

Os dias foram passando e alguns problemas foram surgindo, como ansiedade, cansaço físico e estresse. O sono é o nosso principal aliado na saúde da mente e do corpo, se ele é afetado, o corpo reage.

De acordo com a Associação Brasileira do Sono, de cada três brasileiros, pelo menos um tem insônia — distúrbio que se caracteriza pela dificuldade de começar a dormir, manter-se dormindo ou acordar antes do horário desejado.

O Instituto do Sono de São Paulo realizou algumas pesquisas comprovando que 60% da população paulistana sofrem de problemas com o sono, números que têm preocupado os especialistas.

Fonte: Instituto do Sono de São Paulo

Mas o que tem contribuído para o aumento dos casos de insônia? Confira neste artigo as causas e saiba como amenizar das noites mal dormidas.

Causa e efeito

Rotina alterada

Acordar cedo, tomar café da manhã, ir para o trabalho ou a escola, praticar exercícios físicos, dormir…essas e outras atividades que costumávamos fazer todos os dias foram alteradas, isso trouxe consequências ruins, pois deixamos de praticá-las como antes. O fato de ficar em casa fez com que misturássemos as demandas ou simplesmente deixássemos de fazê-las.

Ansiedade

As preocupações sobre como será o amanhã geraram transtornos de ansiedade nas pessoas. Seja com o trabalho, medo do contágio por familiares ou amigos, as incertezas de quando estaremos realmente livres deste vírus e várias outras coisas têm tirado o sono das pessoas. O consumo de medicamentos calmantes também aumentou neste período.

Isolamento Social

Essa foi uma medida preventiva adotada para o controle das transmissões, porém, o longo período de distanciamento tem “isolado” as pessoas de algo essencial: o contato humano. A convivência com outras pessoas se faz necessária para a nossa saúde mental. A tecnologia tem nos ajudado a suprir em partes essa ausência do contato físico, como chamadas de vídeo e voz com familiares e amigos distantes, mas isso não substitui completamente o contato visual de forma física. Isso gera estresse e sensação de solidão.

Internet e telas em excesso

Com as pessoas em casa, a utilização de equipamentos eletrônicos como smartphones e computadores têm crescido muito neste período. As pessoas ficam entediadas e passam a maior parte do dia em suas redes sociais. O site Internet Live Stats mostra que o tráfego na internet é de 99 GB por segundo, ou seja, um consumo absurdamente alto, onde grande parte destes dados fazem parte das redes sociais. A internet tem conectado as pessoas em vários lugares, mas com elas vêm os perigos: Vício e consumo de conteúdos irrelevantes, que geram medos e sensações depressivas.

Ausência de exercícios físicos e atividades ao ar livre

Aquela caminhada gostosa no parque? O futebolzinho com os amigos no fim de semana? Frequentar a academia antes ou depois do trabalho? Não pode! Fique em casa.

A diminuição de movimentação do nosso corpo e a falta de exposição à luz natural são outros fatores que prejudicam demais o sono. Mesmo com recursos à distância, nossa motivação fica comprometida por conta da falta de descanso do corpo.

Mas como eu posso amenizar os efeitos da insônia?

Listaremos algumas dicas que poderão ser adotadas na sua nova rotina, são elas:

Ajuste a nova rotina

Tente organizar seus horários à nova realidade. Crie um cronograma, monitore seu tempo e reserve momentos para o trabalho, os exercícios físicos, afazeres domésticos, as atividades relaxantes e o lazer. Sabemos o quanto é difícil se adaptar a toda essa mudança, principalmente dormir e acordar no mesmo horário, mas precisamos tentar, inclusive nos feriados e finais de semana.

Monitorar os cochilos diurnos

Aquele descanso dos olhos após o almoço é revitalizador, porém precisa ser controlado – não deve ultrapassar os 20 ou 30 minutos – se você exagera nesse sono diurno acaba ficando sem sono à noite.

Diminuir a exposição à luz durante à noite

Ao escurecer, começamos a produzir melatonina — hormônio que ajuda nosso organismo a se preparar para dormir. Lâmpadas fortes, telas de computador, tablets e celulares podem atrapalhar a produção de melatonina, e devem ser reguladas ou evitadas durante à noite.

Pratique exercícios

Com a retomada da economia no país, algumas academias voltaram a funcionar com algumas restrições. Mas nem só de academia vive o homem, então, coloque o tênis e sua máscara e pratique suas atividades, como uma pequena caminhada pelo seu bairro, e lembre-se, sempre mantenha a distância mínima de 1,5 metros e não deixe de utilizar a máscara.

Refeição saudável

A alimentação também influencia muito no sono saudável, crie uma rotina de se alimentar a cada 3 horas com refeições equilibradas e ricas em proteínas e vitaminas. Se possível, tente jantar pelo menos 2 horas antes de dormir, escolha alimentos leves e de fácil digestão.

Monitore o consumo de café

Um cafezinho quente é bom demais, mas não exagere. A indicação é consumir no máximo duas xícaras por dia. A cafeína é um estimulante para o organismo, então evite tomar a noite.

Momento de paz

A meditação é super indicada para a mente, tire um período do dia para equilibrar seus pensamentos. Há muitos apps disponíveis que podem te auxiliar nessas práticas.

Procure ajuda de um especialista

Se fez tudo isso e continua com problemas no sono, então chegou a hora de pedir ajuda de um médico. Será realizado os exames para investigar se não há nenhum fator por trás dessa dificuldade e avaliada se há necessidade de iniciar algum tratamento.

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